6 coisas que odeio no WordPress

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Mesmo o WordPress sendo minha plataforma de produção costumeira, existem pequenos detalhes que gostaria que melhorassem.

Este artigo foi escrito quando a versão 4.2 do WordPress era a mais atual. Com novas versões surgindo a cada semestre, pode ser que algumas das minhas reclamações sejam melhoradas, porém a maioria delas são antigas e ainda permanecem no sistema. Estas então são minhas reclamações com o WP após vários anos trabalhando com esta plataforma.

1. Gerenciamento de Mídia

Imagens adicionais

Imagens adicionais inúteis

Por padrão o WP já cria 3 tamanhos de imagens Miniatura, MédioGrande. Isto significa que ao subir uma imagem ele cria três cópias desta imagem nestes três tamanhos. Então suponha que eu utilize a função add_image_size() para incluir no meu tema mais uns 4 tamanhos de imagens. Agora para cada imagem enviada serão 7 arquivos a mais no servidor. Não importa se todas estas cópias em tamanhos diferentes serão ou não utilizadas pelo tema, elas serão geradas pelo sistema e ficarão entupindo a pasta /uploads, fazendo você realizar backups de conteúdo inútil depois. Em sites grandes isso pode representar alguns Gigas em arquivos.

Eu solucionei esta chateação omitindo a criação de imagens adicionais no tema e construindo um plugin para gerar estes tamanhos adicionais em tempo real, conforme a requisição feita no template da página, desta forma eu só fico com as imagens de tamanho padrão no servidor e não preciso nem fazer backup da pasta com as imagens adicionais porque elas podem ser geradas novamente depois. E caso eu ainda quisesse reduzir ainda mais, poderia omitir o uso dos tamanhos Médio e Grande, ficando apenas com a Miniatura que é obrigatoriamente usada pelo painel do WP.

2. Migração

Migrar um site feito em WP costuma ser uma tarefa bem chatinha, porque ele armazena no banco de dados o endereço de domínio “http://blog.edirpedro.com.br” e isto é copiado depois para vários pontos do banco de dados, como endereços de imagens inseridas no post, entre outros. Na ora de migrar não basta apenas copiar os arquivos do servidor e o banco de dados, transferir tudo e esta pronto para rodar. É necessário fazer um pente fino no banco de dados e substituir o endereço de domínio registrado, pelo novo endereço para onde ele esta sendo migrado.

E com o advento dos campos serializados a tarefa ficou ainda mais complicada, impossibilitando de ser feita com um simples Buscar & Substituir no dump feito do banco de dados. Eu utilizo esta ferramenta Search Replace DB para realizar esta tarefa de atualização do banco de dados, mas adoraria que o WP utilizasse links absolutos apenas, sem menção ao domínio, isto tornaria as coisas muito mais simples. Até hoje não descobri o motivo dele registrar internamente o domínio.

3. Taxonomia

O mecanismo de Taxonomia que o WP implementou é falho. Ele somente consegue trabalhar com termos usando slug único, caso ele se repita em outro termo, podem ocorrer erros. Se eu tenho duas taxonomias, a padrão Categoria para os Posts e uma customizada Categoria de Produtos para o tipo de postagem Produto, ao inserir o termo “Tablets” em ambas, o slug será “tablet” em ambas, visualmente elas estão em duas taxonomias diferentes, por isso estão corretas, mas internamente o WP entende estes dois termos “Tablets” como sendo iguais, gerando assim um conflito no sistema.

4. orientado para Blogs

Apesar desta plataforma ser hoje largamente utilizada como ferramenta de CMS, para construção de todo tipo de site e não apenas um Blog, ele ainda é conduzido com foco no desenvolvimento de Blogs, o que faz com que as ferramentas adicionais para uso como CMS permaneçam ocultas e dificilmente ganharão uma interface intuitiva para agilizar o uso, como existe no Drupal e sua API Field por exemplo. O jeito é construir seu próprio framework para agilizar certos processos de criação.

5. Widgets

Encontrado em um tema, não um meu!

Encontrado em um tema, mas não um meu!

Novamente pelo fato da plataforma ser focada no desenvolvimento de Blogs, a seção Widgets se torna um item não muito usual no projeto de um site. Fazendo muito uso deste recurso eu precisaria criar diversas Sidebars para acomodar estas ferramentas e direciona-las aos locais corretos no layout, porém lidar com muitas sidebars e widgets se torna algo confuso já que a interface do painel não foi feita para se ter mais que duas ou três sidebars no site, ou melhor, no blog. Normalmente eu acabo buscando outras ideias de construção para não utilizar um Widget, só utilizo se ele realmente for necessário e fazer sentido para o template.

6. Updates constantes

Atualmente o WP lança atualizações a cada semestre, isto na prática significa que assim que lançar seu projeto, poucos meses depois ele já estará pedindo para atualizar o sistema. Mas eu posso atualizar? Não! Por que? Porque novas atualizações podem representar mudanças que eu terei que fazer no tema criado para que ele continue funcionando com os novos recursos e modificações existentes na versão atual do WP. O jeito é explicar ao cliente ou impedir o sistema de ser atualizado. Se por um lado isso é chato, por outro significa que temos um aperfeiçoamento rápido da plataforma.

Conclusão

Apesar destes defeitos, de todas as soluções CMS que testei o WordPress, lá na época do WP 2.x, foi a única plataforma que possuía profissionais desenvolvendo a usabilidade da interface e isso é ótimo para o cliente, eles aprendem rápido a operar o WP. Outro ponto fortíssimo é o suporte para os desenvolvedores, documentação e conteúdo de ajuda não faltam.

28 07 2015

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